CBCENF - Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem

Oi gente. Hoje a minha resenha é bem diferente. Se trata não de um livro que li, mas sim de uma experiência maravilhosa que eu vivi semana passada. Pela primeira vez eu participei do CBCENF - Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem. Mas o que esse congresso tem a ver com livros? Com os livros que eu gosto de ler não muito, mas eu faço Faculdade, e uma coisa que acadêmicos devem fazer é escrever artigos científicos e apresenta-loes em grandes congressos. E eu fui exatamente fazer isso, apresentar dois trabalhos meus nesse bendito congresso, e eu queria compartilhar minha experiência com vocês. Então vamos começar.
Então gente, como eu disse, semana passada fui ao CBCENF, que esse ano aconteceu em João Pessoa, na Paraíba. Não sei se já disse anteriormente, mas eu faço Enfermagem na Universidade Federal do Piauí - UFPI, e foi representando a UFPI que eu fui para Jampa apresentar dois trabalhos. 

Foi o meu primeiro CBCENF, porém não foram os primeiros trabalhos que apresentei. Primeiro eu apresentei em um Congresso local da minha cidade mesmo, e depois em um internacional ainda esse ano, e eu odiei esse internacional, mas deixa ele pra lá que o assunto não é ele. 

Para quem não faz faculdade ainda e pretende fazer vou esclarecer algumas coisas. Eu não sei se em todas as universidades e faculdades são assim, mas na UFPI os alunos devem atingir uma certa quantidade de pontos extra para poder receber o diploma e concluir o curso. O meu curso, Bacharelado em Enfermagem dura 5 anos, e eu começarei o 7º período assim que a greve acabar. Ao todo são 10 periodos e ao longo desses 10 nós temos que atingir por fora de todas as disciplinas do curso 120 pontos. E para atingir esses 120 temos que pegar monitoria (orientando os alunos em determinadas disciplinas), publicar em revistas de Enfermagem ou de qualquer revista que seja da área da saúde, participar de projetos de extensão, apresentar artigos em congressos, e entre muitas outras coisas.

Cada uma dessas atividades valem uma quantidade exata de pontos, e a pontuação máxima são 10 pontos, eu acho, e ainda existe um limite para cada atividade. Então não é tão fácil assim atingir esses pontos extras, mas se a gente começa cedo preenche todos os pontos antes dos últimos períodos.

Então tenham em mente isso, dependendo da faculdade em que farão o curso superior vocês terão que fazer trabalhos extras. Quanto mais artigos e trabalhos vocês apresentarem, melhor será para seus currículos futuramente. Um profissional que já publicou nas melhores revistas de sua área de atuação, apresentou vários artigos relevantes, participou de projetos entre outras coisas, certamente está muito a frente daqueles que simplesmente concluíram o curso com notas "passáveis".

Nós leitores vorazes temos uma grande vantagem, pois como gostamos de ler fica fácil estudar vários e vários artigos correto? Nem tanto. Se você quer escrever algo, tem que ser sobre algo que você goste e seja um pouco familiarizado, pois na hora de apresentar geralmente os avaliadores fazem perguntas sobre o trabalho apresentado, e se você não gosta e não vivenciou nada daquilo, como você vai saber responder? Como terá o domínio sobre aquilo?

Por isso eu tinha muito medo de apresentar trabalhos em congressos. Como eu era novata nisso tudo, tinha medo de me perguntarem algo e eu não saber responder. Então eu resolvi fazer relatos de experiência, que é quando você descreve algo que vivenciou e pontua a importância dessa experiência e o que aprendeu com ela. É bom porque foi você quem vivenciou, logo você saberá sim responder as perguntas e o que é melhor, falará com propriedade no assunto, afinal, quem melhor para dispor sobre a experiencia do que você que foi o protagonista?

Porém, esse tipo de relato só pode ser feito quando você já tem uma experiência na área em que está estudando, se você é novato, ou seja, está no primeiro e segundo período de qualquer curso, dificilmente terá como fazer um relato de experiencia sobre ele, a não ser que já tenha tido algum contato. Nesse caso vocês poderão fazer uma Revisão bibliográfica, que é quando vocês escolhem um assunto, um tema, e vão buscar em livros e artigos para falar sobre esse tema. Mas tem que se aprofundar e trazer um diferencial que ainda não foi abordado. Alguns congressos e revistas não aceitam revisões bibliográficas por isso, por elas acabarem se repetindo e não trazendo nada de inovador. Então acaba sendo melhor escrever sobre algo que você tenha vivenciado, e se for algo inédito melhor ainda. E mesmo que não seja inédito, e várias pessoas tenham passado pela mesma experiencia as percepções serão diferentes e isso será justamente o diferencial do trabalho.




O primeiro trabalho que apresentei no congresso falava sobre a Prevenção ginecológica, em outras palavras sobre o exame que é feito para prevenir o câncer de colo do útero. Mas o trabalho não era sobre o exame, e sim sobre o que eu achei e aprendi com os estágios. O segundo foi sobre  Assistência de Enfermagem em obstetrícia, ou seja, assistência durante o parto (vaginal ou cesáreo) e pós parto.  E novamente eu falaria sobre o que eu tinha aprendido com os estágios e o que eu considerava importante.

Agora resumindo a experiência de ir ao CBCENF e apresentar resumos feitos por mim, sob a orientação das professoras enfermeiras é claro, pois isso é obrigatório, e ser avaliada por enfermeiros doutores...

Eu amei. Amei de verdade. Apesar daquele frio na barriga, aquele medo que da na gente quando precisamos apresentar alguma coisa, defender algo que você fez é muito bom e emocionante. Depois fica aquela sensação de alivio e missão cumprida sabe? Aquela sensação boa de ter conseguido e cumprido seu dever. E o crescimento que uma experiência dessa nos proporciona é divino. Por mais que a gente sofra para fazer o trabalho, a arte, treine e esqueça metade do que planejava dizer, vale muito a pena. Vale cada gota de suor frio e de medo que a gente sente antes de falar.

Bom gente, é isso. Por hoje é isso. Não sei se vou fazer alguma resenha hoje, mas o que eu queria de fato escrever já escrevi. Espero que isso tenha motivado alguém, algum estudante, ou profissional até, em qualquer área a escrever sobre sua atuação, sobre o que você faz. Criar historias e escreve-las é muito bom. Mas para aqueles que como eu cursam algo diferente disso fiquem sabendo que podemos sim escrever sobre nosso trabalho e curso. Claro que podemos. E podemos ajudar as pessoas com isso, assim como todos os outros autores que nós amamos. Então, por que não? 

Espero que tenham gostado e se inspirado até, principalmente os que estão entrando na faculdade mas ainda não tem coragem se aventurar nos congressos da vida. Se tiverem gostado e tiverem alguma dúvida sobre, podem perguntar a vontade, porque se eu não souber eu estudo para dar a resposta. Obrigado pela atenção e até a próxima.



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