DE BATOM NO AFEGANISTÃO - Roberta Gately

Boa noite pessoal! Hoje a minha resenha é sobre um livro que acredito eu não é conhecido, mas que pelo titulo (sou louca por batons) e pela personagem principal ser uma Enfermeira, que por um acaso será minha profissão a partir de 2017, eu resolvi ler esse livro e fazer a resenha dele, já que resolvi resenhar todos os que leio.
O livro faz parte de uma seleção que vem 4 livros em um, e acabo de me lembrar que eu não fiz a resenha dos outros 3 livros apesar de ter gostado deles (lembrete para mim mesma).
Esse livro não tem nada de muito mirabolante, nada de sobrenatural, nem erotismo. Tem um breve romance sim, mas pela maneira que foi feito o romance não era necessariamente o foco da historia.

No inicio do livro conhecemos Elsa, uma adolescente que mora com a mãe e a sobrinha de 4 anos que era deficiente. O livro não diz precisamente a doença, mas sua sobrinha é totalmente dependente dela e da avó para tudo.
Elsa sempre lia muitas revistas e nessas revistas ela lia reportagens sobre os ataques que aconteciam na Ruanda. Ela via imagens e reportagens sobre mulheres, crianças e idosos morrendo, sendo maltratados pelos seus opressores, e queria muito ajudar. Então decidiu que queria ser enfermeira, isso aos 16 anos. Mas sua vontade de ser enfermeira se intensificou ainda mais quando sua sobrinha veio a falecer e a pessoa que lhe deu apoio psicológico e a confortou durante seu momento de sofrimento foi exatamente uma enfermeira.
Desde então ela passou a estudar muito para ser aprovada em alguma escola de enfermagem e com as recomendações dessa enfermeira ela conseguiu passar, se formou e conseguiu um emprego naquele mesmo hospital.
Passado um tempo ela viu que no Afeganistão precisavam de pessoas que ajudassem a população que era reprimida pelos Talibãs, então ela se inscreveu para ser enfermeira voluntaria no pais e depois de um tempo foi aceita e enviada até lá.
Ao chegar lá ela se depara com o caos completo, a falta de organização, a quantidade de pessoas doentes, crianças que deviam estar na escola vivem trabalhando, descobre doenças que ela nunca tinha ouvido falar, doenças alias que eu já ouvi varias vezes em meu curso, mas ela é americana lá certamente não deve existir altos índices de malária (endêmica na região amazônica) disenteria e leishmaniose (doenças que afetam prioritariamente as populações mais pobres que não tem muito acesso a serviços de saúde e vivem em condições precárias). Então o que ela fez? Estudou. Claro, se ela não conhecia as doenças que assolavam aquela população ela teria que aprender, e foi isso o que ela fez.
Os costumes são diferentes, mas aos poucos ela se acostuma, e ela é tão esforçada em ajudar as pessoas, em cuidar dos necessitados sem nenhuma forma de preconceito, ajudando de todas as formas possíveis que não sejam somente restritas a clinica em que trabalha, que logo é acolhida pela população e faz amigos.
O nome do livro é De batom no Afeganistão. Assim como eu, Elsa não vive sem batom, e encontrou na pequenina cidade em que foi trabalhar uma mulher determinada que já sofreu muito por conta dos Talibas que também tinha uma paixão por batons. A amizade foi instantânea.
Mas além de voluntários o que é comum em países que estão em confronto? O exercito dos EUA, e no pelotão que estava na cidade tinha um que era especialmente lindo, e ela logo notou isso. Mike, o nome do solgato, também notou a beleza de Elsa e logo eles começaram a sair escondidos quando possível (eles não podia trocar caricias em publico). Acontece que assim que foi contratada ela foi orientada a não confraternizar com os soldados, quer confraternização maior do que os beijos trocados as escondidas?
Pois é, mas tudo estava indo bem demais, até os Talibãs notarem a presença dela, uma estrangeira. E se antes ela precisava apenas cumprir com suas obrigações e se acostumar com a nova realidade, agora ela precisava lutar por sua vida.
Como eu disse o livro não foca muito no romance, apesar de que eu achei o inicio bem fofo. Meninas. Sabem quando vocês veem um moço muito lindo, e vocês ficam sonhando acordadas com ele, implorando a Deus pra verem ele de novo e se decepcionarem quando não acontece? Então. Com ela foi a mesma coisa. Todo soldado que ela via ela tinha a esperança que fosse ele, e no dia em que ela foi na casa onde os soldados ficavam, foi justamente o dia em que ele não estava lá.
O livro foca mais na situação do pais, nos costumes. As meninas eram prometidas em casamento muito cedo, e viviam para cuidar da casa e dos filhos, homens não podiam tocar nas mulheres, nem para um aperto de mão, as mulheres de burca, com véu, as crianças não estudavam porque não tinha escolas, ao invés disso começavam a trabalhar muito cedo. Não tinha energia elétrica, agua encanada, o cardápio diário era arroz e feijão e  naan (não sei o que é gente, me desculpem), todos os dias, isso para os que tinham condições.
Ele abordou bem o trabalho dela como enfermeira e as necessidades da população, e como ela foi importante para a melhora do povo daquela cidade, e mostrando pra mim a importância da minha profissão, porque as vezes eu esqueço, então um livro como esse faz toda diferença na minha vida.
Então gente, a resenha de hoje é essa, e eu espero que tenham gostado. Se não, me perdoem. Eu sei que é muito mais interessante um livro que fale de um romance, de algo sobrenatural de amores impossíveis a algo tão real, quando a o trabalho comunitário nesses lugares, ou mesmo uma profissão especifica. Mas pra mim foi algo importante exatamente por isso, por ser algo real. Algo que sei lá, quem sabe se quando eu me formar eu não possa sentir esse desejo de ajudar em um pais assim? Nunca se sabe mas sempre existe a possibilidade.

Por hoje é só isso mesmo pessoal. Quem tiver gostado pode curtir que eu não me incomodo, quem quiser comentar, também não dói em mim, e quem se interessar pela profissão ou tiver fazendo e quiser conversar comigo sobre, fiquem sabendo que eu amo conversar sobre ela. Fiquem com Deus e até a próxima, que eu espero que seja para falar de Laços de espirito. Acredito que alguns tenham ficado contentes em saber. Beeeeijo.

Comentários

Postagens mais visitadas