Quer salvar uma vida? É simples: Doe sangue

Boa noite gente!!
Hoje não tenho resenha, hoje vim compartilhar um momento emocionante da minha vida e que se com certeza será ainda melhor na vida de outra pessoa. Hoje eu doei sangue pela primeira vez.
Eu sempre quis doar sangue sabem? Eu vejo as propagandas, faço um curso onde futuramente quando eu estiver trabalhando eu estarei bem próxima de pessoas que vão precisar do sangue de alguém para ter a oportunidade de prosseguir a sua vida, e isso sempre me tocou. Então por que não tinha doado ainda? É simples. Medo.
Eu não tenho vergonha de admitir isso. Vocês podem pensar: Nossa, uma futura Enfermeira com medo de tirar sangue? É minha gente, eu tenho medo de tirar sangue, mas se for preciso eu me submeto aos exames. Mas é que a agulha para a retirar o sangue a ser doado é bem mais grossa, ou seja, dói mais. E eu não conseguia ficar pensando em retirar 400 ml do meu sangue. Eu que tenho uma pressão naturalmente baixa e sempre tive anemia, na certa passaria mal.
Tudo desculpa. Por mais que eu quisesse doar, o medo sempre me levava a dar essas desculpas tolas. Porque, minha gente, o que é uma furada de agulha comparado a uma hemorragia incontrolável, e o desespero de não saber se vai conseguir repor? Eu sempre pensava isso, mas o medo me impedia.
Até que, a professora de Saúde Coletiva impôs que a gente ou doasse, ou levasse alguém para doar sangue, já que as tinha muito poucas bolsas de sangue em minha cidade e várias pessoas precisando. Logo me assombrei porque, quem iria doar por mim? Pedi pra meu irmão que tem 1,90 de altura e pesa uns 90 kg, mas ele logo disse que passaria mal. Ta certo então. Pedi ao amigo dele mais ou menos com a mesma fisionomia, ele disse que tem medo de agulha. Ok. Então meu amigo achou quem doasse por mim, mas os níveis de hemoglobina no sangue dele não estavam altos o suficiente para doar. Outra colega passou mal não conseguiu. Então eu entendi o recado. Era o meu sangue que Deus queria, caso contrário eles teriam conseguido doar, mas acontece que era pra ser o meu.
Então depois de muito pensar, muito refletir e pesquisar, e imaginar o calibre da agulha que era o que mais me metia medo decidir ir ao Hemocentro ver se conseguiria doar. E minha gente, foi raspando, mas os níveis de hemoglobina deram exatamente 12,7 (a moça disse que o aceitável era de 12,5 pra cima). Então lá vou eu tomar um suquinho (horrível, diga-se de passagem) para depois ir para a sala de coleta.
A moça que fez o procedimento foi bem legal, demonstrando preocupação comigo, se eu sentia dor (o que é óbvio eu senti), se tava passando mal (enfraqueci um pouco mas aguentei) e ficou o tempo todo me monitorando. Só que, a bolsa estava demorando muito a encher, e ela começou a mexer a agulha na minha veia pra ver se fazia diferença e nada. Teria que puncionar no outro braço (Deus me ajude). Assim ela fez e dessa vez deu tudo certo, fora o incomodo de ficar abrindo e fechando a mão, nada demais.
E então acabou. Foram retirados 400 ml de sangue O-, fora aqueles iniciais que não conseguiram encher a primeira bolsa, e agora estão ou guardados ou já devem ter sido usados por alguém que estivesse precisando.
Pessoal, eu estaria mentindo pra vocês se dissesse que não doeu, porque doeu, mas o que doeu foi agulha, é claro que ia doer, estava rompendo a minha pele, mas depois disso, depois que ela disse que tinha dado certo eu só consegui sorrir. Esqueci a dor que tinha passado antes e o mal estar e fiquei pensando: Eu consegui. Eu consegui, eu realmente  salvei uma vida. Sim porque aquele sangue vai ser utilizado para salvar a vida de alguém, e com isso salvar uma família que não vai perder um ente querido por falta de uma bolsa de sangue. Eu tenho certeza disso porque o meu tipo sanguíneo é doador universal, então qualquer pessoa que precise de sangue poderá utilizar.


Agora estou cadastrada no Hemocentro daqui, e depois de 4 meses, se não me engano, eu posso doar de novo (precisa de um tempo para o organismo se recompor da perda), e nesse cadastro já me cadastrei como doadora de medula óssea. De novo fiquei com medo de fazer isso, mas fiquei pensando de novo nas pessoas que eu poderia salvar simplesmente fazendo isso. Se por acaso algum dia alguém, por exemplo um paciente com leucemia, tiver a chance de se salvar com o transplante e as nossas forem compatíveis, veja só que felicidade? Não só pra ele gente, mas pra mim. É tão fácil, meu Deus como é fácil você devolver a alegria á alguém só assim. A gente não precisa ter superpoderes para ajudar as pessoas, não precisamos de muito, só de boa vontade, e no meu caso coragem também, de enfrentar nossos medos, meu caso de novo. Porque por mais que seja incomodo, e é, a sensação depois é tão boa, tão boa, que a gente até esquece que antes dela veio uma dorzinha chata.
Gente, quem tiver se interessado em fazer esse bem a alguém, nem que você não conheça, e deseja tanto doar sangue quanto ser doador de medula óssea, eu vou deixar aqui alguns sites para vocês encontrarem direitinho os requisitos e orientações básicos:
http://www.prosangue.sp.gov.br/artigos/requisitos_basicos_para_doacao  e http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64.

Bom gente, por hoje é só. Eu só escrevi porque eu queria compartilhar minha experiência com alguém e aproveitei pra fazer a propaganda né, não custa tentar trazer novas pessoas para a causa. E se vocês já doaram e são doadores, meus parabéns, estão no rumo certo. Mas por favor, não deixem pra doar em época de campanha ou quando algum conhecido vai precisar de sangue em uma cirurgia. Várias pessoas, todos os dias, ou sofrem um acidente e perdem muito sangue, ou estão com uma doença grave e precise ficar repondo sangue direto. Em fim, sempre terá alguém precisando desse sangue. E vocês assim como eu podem ficar pensando que 400 ml é muito. Mas não é. é o suficiente pra uma criança de 5 anos que sofreu um acidente e perdeu sangue conseguir se recuperar e voltar a correr livre como fazia antes. Crescer e se tornar alguém na vida. Pensem bem nisso. E se vocês não podem doar, ou ainda não se sentem capazes como eu não me sentia, convidem outras pessoas, façam propaganda, estimulem os outros, não importa. O que importa é ajudar. 
Meu recado era esse. Fiquem com Deus e até a próxima.

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