A PEDIATRA - Andréa Del Fuego

 Hello pessoas felizes e alegres!!

Hoje, depois de um hiato de mais de um ano ao que parece, vou trazer a resenha de um livro nacional bem curtinho.





Cecília é o oposto do que se imagina de uma pediatra ― uma mulher sem espírito maternal, pouco apreço por crianças e zero paciência para os pais e mães que as acompanham. Porém a medicina era um caminho natural para ela, que seguiu os passos do pai. Apesar de sua frieza com os pacientes, ela tem um consultório bem-sucedido, mas aos poucos se vê perdendo lugar para um pediatra humanista, que trabalha com doulas, parteiras e acompanha até partos domiciliares. Mesmo a obstetra cesarista com quem Cecília sempre colaborou agora parece preferi-lo.
Ela fará, então, um mergulho investigativo na vida das mulheres que seguem o caminho do parto natural e da medicina alternativa, práticas que despreza profundamente. Em paralelo, vive uma relação com um homem casado, de cujo filho ela acompanhou o nascimento como neonatologista. E é esse menino que irá despertar sentimentos nunca antes experimentados pela pediatra.


O último livro do ano de 2025, finalizado às 23:30 de 31/12/2025 foi um livro no mínimo interessante. Cecilia é uma pediatra. Não porque ela ama criança. Na verdade, ela não sente nada por elas, nem gosta nem desgosta, mas medicina e a área da pediatria era algo seguro a se fazer já que seu pai é pediatra também, mas com outra especialidade. O caso é que ela faz o básico.

Seu marido estava passando por uma depressão e ela com zero paciência para lidar com ele, ela ficou com um homem (Celso) que conheceu em um jantar, festinha, sei lá o que era aquilo. O homem era casado e a mulher estava gravida, mas não importava. Seu marido pediu o divórcio, o filho do amante nasceu, ela inclusive auxiliou no parto daquele ser que também iria roubar uma parte do seu tempo com seu “namorado”.

Acontece que um dia Celso levou o filho então com aproximadamente 2 anos até ela e então ela passou a sentir algo que ela nunca havia sentido por criança nenhuma. Bruninho era seu filho. Filho do seu namorado com a esposa dele, mas era dela. Não é que ela se repente quisesse ser mãe, o único filho possível para ela era o Bruninho, e ela ia ter que dar um jeito de conseguir ficar com ele.

Eu particularmente gostei do livro. Me prendeu pela necessidade de saber como terminaria. Confesso que esperava algo mais sórdido e sanguinolento, mas o final foi condizente com a narrativa.


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