O conto da Aia - Margaret Atwood

 Sinopse

Escrito em 1985, o romance distópico O conto da aia, da canadense Margaret Atwood, tornou-se um dos livros mais comentados em todo o mundo nos últimos meses, voltando a ocupar posição de destaque nas listas do mais vendidos em diversos países. Além de ter inspirado a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original) produzida pelo canal de streaming Hulu, o a ficção futurista de Atwood, ambientada num Estado teocrático e totalitário em que as mulheres são vítimas preferenciais de opressão, tornando-se propriedade do governo, e o fundamentalismo se fortalece como força política, ganhou status de oráculo dos EUA da era Trump. Em meio a todo este burburinho, O conto da aia volta às prateleiras com nova capa, assinada pelo artista Laurindo Feliciano.

Confesso a vocês que eu esperava mais desse livro. Eu esperava algo como o que eu via nas cenas da série, que sem assistir eu já sei que é melhor que o livro. Eu só comprei esse livro porque todo mundo, literalmente todos os booktoubers que acompanho exaltaram esse livro a um nível inigualável de perfeição, e mais uma vez eu cai feito uma pata choca maria vai com as outras.

O livro começa com devaneios da protagonista. Devaneios de sua atual vida que nós não sabemos ha quanto tempo dura ou quando se iniciou, nada disso se explica a principio. Então ela segue descrevendo suas roupas, seu dia a dia, a sala da casa em que ela atualmente reside, as janelas, as pessoas, suas caminhadas, é tudo sempre a mesma coisa. E isso já me irritou de cara. Não me interessa saber como é a sala de uma casa mais de 3 vezes. Ela descreve cada besteira inumeras vezes. E eu entendo que é porque ela não tem muito o que fazer, mas mesmo assim me irrita, não posso mudar o fato de que odeio isso só porque é algo da situação da personagem. Mas a compreensão disso me fez conseguir ir adiante na leitura quando minha vontade era interromper.

Ao longo do livro, beeeeeem lá pro fim é explicado o que aconteceu, porque algumas mulheres foram escolhidas para cada função (Aia, Martha, esposa, tia) não sei se há outras. Nas ultimas paginas foi que aconteceu alguma coisa, e nas 5 últimas paginas a gente fica sabendo que todo o livro é uma gravação da protagonista, supostamente, e é ai que eu me pergunto: se era uma gravação dela contando como tudo era naquele tempo em que ela viveu, porque ela tinha tanto devaneio? Porque não contava a situação e pronto? Porque durante a narração, se fosse de fato ela contando ao mesmo tempo em que os fatos aconteciam, era compreensível porque ela não sabia o que estava acontecendo. Mas como a gravação foi posterior aos acontecimentos porque ela não explicou na sua gravação? Foi uma leitura confusa pra mim e cansativa. Eu não gostei desse livro por isso.


Mas eu acho que minha reação a ele se deva ao fato de eu não gostar de como a historia foi contada, como foi narrada, porque eu acho tudo tão interessante que a única explicação para eu não ter gostado do livro foi realmente a forma como ela foi passada para as paginas, como foi transcrita. Tenho a leve impressão de que vou gostar bem mais da série quando puder assistir.
Por hoje é só pessoal!! Sei que peguei um pouco pesado e que sou descaradamente contra toda a corrente que ama essa obra, serei apedrejada, mas não posso fazer nada quanto ao meu sentimento durante a leitura, e como é baseado nele que faço as resenhas, o resultado não podia ser outro. Espero vocês na próxima ;)

Comentários

Postagens mais visitadas