CORTE DE NÉVOA E FÚRIA - Sarah J. Mass

Olá pessoal!!

Hoje venho falar de um livro que está a vergonhosos 12 meses (1 ano) em minha estante esperando a chance de ser apreciado adequadamente e eu só consegui fazer isso esse mês, já esse ano. Acabei de ler agora há pouco, então tá tudo bem fresquinho na minha mente. Corte de névoa e fúria é o segundo livro da trilogia, tem 654 paginas, o que me fez demorar um pouco mais para terminar, mas algo contornável. Já fiz a resenha do primeiro, tá aqui em algum lugar, se você ainda não leu o primeiro, leia a resenha do primeiro antes e não leia essa porque tem spoiller dele. Não é possível fazer a resenha do segundo sem spoiller do primeiro, ok? Então vamos ao que que achei desse livro.

SINOPSE
O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.





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MEU DEUS O QUE FOI ISSO??
Depois dos eventos em "Sob a montanha" (acho que é assim) a Feyre está literalmente quebrada. Algo nela se partiu, se perdeu, e por mais que ela tente e queira, ela não consegue. Simplesmente não consegue. Todas as noites ela tem pesadelos e esses pesadelos atravessam o limiar do inconsciente e afetam ela fisicamente. Tamlim sabe desses pesadelos, presencia, mas não faz nada para acalma-la. Talvez porque ele também tenha os seus. 

A questão é que naquela noite, a Feyre literalmente morreu para salvar a vida dele e do povo dele, que ela agora havia aceitado como seu, e em troca ela foi renascida e transformada em feérica também. Mas mesmo com Amarantha destruída ainda existiam perigos aos quais os feéricos estavam expostos, ainda precisariam lutar, só que o Tamlim não dizia a ela o que estava acontecendo. Eles estavam prestes a se casar e ele não deixava que ela fizesse nada. Cada passo que ela dava dentro e fora de casa era vigiado, com vários sentinelas ao lado, e se não era isso era um sarcedotisa que ensinava a ela como ela deveria se comportar. Basicamente, ela deveria ser o bixinho de estimação do Tamlim. Não falar, não emitir opiniões, porque afinal o que ela sabe? Quem é ela? Ela vai ser a esposa dele, só isso. Não precisa se preocupar com nada fora se vestir adequadamente e estar a disposição dele quando ele quiser.
Mas depois de tudo o que aconteceu ela não é mais a mesma. Não é isso que ela quer, parece que o que o Tamlim tem a oferecer a ela não é mais suficiente, ele não é quem ela pensou que fosse. O sentimento dele não faz ela se sentir bem. Ele quer tanto controlar ela que um dia ele faz algo imperdoável, e ai por sorte o Rysand, quem diria, o Rysand, salva ela.

A partir desse momento ela vai definitivamente para a Corte Noturna, que onde o Rysand vive, e é onde, quem leu o primeiro livro sabe, a Feyre prometeu passar uma semana por mês com ele pela ajuda que ele deu em sob a montanha. Lá ela se desenvolve, amadurece, passa a viver de fato, porque com o Tamlim ela tava literalmente definhando, só não digo morrendo porque se tornou imortal, mas tava um trapo, e era ele que fazia isso com ela. Na corte noturna ela conhece novas pessoas, faz novos amigos, ela encontra uma nova família pela qual lutar. E como luta. Menino essa Feyre luta é com gosto. No primeiro livro você não da nada por ela, porque ela aceita tudo que lhe é ordenado, mas nesse livro ela floresce. Ao lado do Rysand, que nós passamos a conhecer melhor e entender cada uma das suas atitudes e entender que todas elas tem uma justificativa, dolorosas diga-se de passagem, mas que ele escolheu fazer por um bem maior.

Em fim, nesse livro a Feyre é outra pessoa, eu não tenho nem palavras para descreve-la de tão top que ela se torna ao lado do Rysand. Porque foi só depois disso que ela começou a desabrochar. Ele deu espaço, estimulou, ele instigou ela a evolui como pessoa, a descobrir seus poderes, a aprender a lutar para se defender, coisa que o Tamlim nunca permitiu, porque a verdade é essa, ele não permitiu. É muito gratificante a gente ver isso. Testemunhar isso, eu fiquei tão feliz, emocionada, sem palavras, sério.

A Feyre do primeiro livro era insegura, submissa as vontades do Tamlim, e a essa Feyre diz "não, eu não vou", ou "sim, eu vou ficar", e acabou, ela vai e faz. Ela demorou um pouco a entender que era dona de si mesma, então o Rysand foi fundamental para isso:

-Tamlim não vai permitir.
-Tamlim não é seu dono, e você sabe disso.
-Sou súdita dele, e ele é meu Grão-senhor...
-Você não é súdita de ninguém

Acreditem ou não, mas foi difícil para o Rysand fazer com que ela entendesse isso, mas em fim ela entendeu e o resto vocês só saberão de lerem o livro.

Mas o que eu achei do livro??

AMEEEEEEEEEEEEEI. FAVORITISSIMO

 Confesso que a principio me irritei com a Feyre por esse pensamento de cãozinho obediente que se negava a aceitar a realidade, mas depois ela acordou pra vida. E depois disso foi só adrenalina, porque a alegria mesmo ainda não chegou, ainda temos o terceiro livro para saber de fato como tudo acaba.

Por hoje é só pessoal. Em breve apareço por aqui para falar do terceiro e último livro e dar por fim o veredito final. Bjs e até a próxima.

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